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Este trabalho procura comparar os dois casos tendo como foco de análise uma dimensão que, de acordo com a literatura especializada, mostra-se crucial para a conformação e dinâmicas dos governos de coalizão: a distribuição das preferências políticas entre os diversos atores dotados de relevância no interior do processo decisório. De acordo com a literatura (Laver e Schofield, 1990; Kriebhel, 1997; Lijphart, 2002; Cheibub, Przeworski & Saiegh, 2002; Inácio, 2007), a consideração das preferências permite avançar para além da noção de coalizões minimamente vitoriosas (Riker, 1962), seja qualificando-a no sentido de que a melhor alternativa ao partido formador é ampliar sua base de apoio com partidos ideologicamente conexos, seja “ultrapassando-a”, no sentido de que a incorporação do legislador mediano ou do(s) partido(s) pivotal(is) pode tornar menos importante a questão do número de partidos.

 

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