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Em sistemas presidencialistas com formação de gabinetes multipartidários, a coordenação dos partidos da coalizão é facultada pelos amplos poderes constitucionais dos presidentes. A existência dessas prerrogativas permite que eles mobilizem estratégias distintas para obter gabinetes coordenados. Análises com esse enfoque têm avançado, mas pouca atenção é dada às condições sob as quais os presidentes combinam o uso de recursos formais com recursos informais. O objetivo deste trabalho é analisar a questão em Brasil, Chile e Uruguai, com foco no período conhecido por Left Turn, identificado com a ascensão de presidentes de esquerda nos três países (Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, no Brasil; Tabaré Vasquez e José Mujica, no Uruguai; Ricardo Lagos e Michelle Bachelet, no Chile). O argumento central é que presidentes mais frágeis institucionalmente tendem a combinar recursos formais e informais para obter gabinetes coordenados.

 

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