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O projeto encontra-se inserido no debate recente sobre os governos de esquerda na América Latina e tem o seu foco em quatro dos partidos políticos que estiveram à frente deste processo em seus respectivos países: o Partido dos Trabalhadores (PT), o Frente Amplio (FA), e o Partido Socialista Chilena (PSCH).

O problema a ser investigado remete às transformações verificadas nos três partidos em função da conquista, e manutenção, do governo. Mais especificamente, pretende-se analisar: (1) as alterações de cunho programático e (2) alterações verificadas no mapa organizacional de cada partido.

(1) Comparar as mudanças verificadas nas posturas dos partidos ao longo de sua trajetória até os dias de hoje, não apenas no que se refere aos documentos internos, mas também aos programas de governo efetivamente executados.

(2) Discutir a ocorrência, ou não, de alterações em questões como o grau de participação interna, os mecanismos de escolha de dirigentes e candidatos a cargos públicos, a relação entre as esferas pública, burocrática e de base e o perfil da coalizão dominante.

O argumento do projeto, sua hipótese básica de trabalho, é que embora deva se esperar que as modificações tenham um mesmo sentido geral moderação programática e concessão de maior autonomia às lideranças o seu ritmo e profundidade irão variar de acordo com: (a) as características organizacionais de cada partido; (b) o contexto em que se verificou sua trajetória até a conquista da Presidência; e (c) o tipo e as limitações enfrentadas pelos governos em questão.